Terapia on-line tem resultado? O que a experiência clínica demonstra

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A disseminação do atendimento psicoterapêutico por meio de plataformas digitais de videoconferência trouxe consigo uma dúvida legítima e recorrente: a terapia on-line produz os mesmos resultados que a modalidade presencial? Trata-se de uma questão pertinente, que merece uma resposta fundamentada, desprovida tanto do entusiasmo acrítico quanto do ceticismo infundado.

Uma questão de método, não de meio

O primeiro ponto a ser compreendido é que a eficácia terapêutica depende, em essência, do método empregado e da qualidade do vínculo estabelecido entre terapeuta e paciente, e não do suporte tecnológico utilizado para a comunicação. Um atendimento conduzido com rigor técnico, dentro de uma abordagem terapêutica consolidada, produz resultados independentemente de ocorrer num consultório físico ou por meio de uma sala virtual.

A pesquisa clínica acumulada nas últimas décadas, particularmente acelerada pelo contexto da pandemia de Covid-19 (2020-2022), oferece evidências robustas de que o atendimento psicoterapêutico on-line é clinicamente eficaz para uma ampla gama de condições, entre as quais a ansiedade, a depressão, os transtornos relacionados ao trauma e o estresse crônico. Organizações internacionais de saúde mental, entre elas a Associação Americana de Psicologia (APA), reconhecem a modalidade on-line como equivalente à presencial para a maior parte das indicações clínicas.

O que muda na prática

Do ponto de vista do paciente, a principal diferença reside na logística: a sessão ocorre no ambiente escolhido pelo próprio indivíduo, sem o deslocamento até um consultório, sem o tempo de espera numa sala e sem a exposição que, para muitas pessoas, representa um obstáculo ao início do tratamento. Para quem vive em cidades sem acesso a especialistas de determinadas abordagens, ou para quem mantém uma agenda de trabalho intensa, o atendimento on-line representa um ganho real de acessibilidade.

Do ponto de vista clínico, o terapeuta experiente adapta sua leitura do paciente ao ambiente da videoconferência, observando postura, expressão facial, tom de voz e demais elementos não verbais que integram a comunicação humana. A ausência do contato físico, que em determinadas abordagens somáticas pode representar uma limitação, é superada, na TRG, pelo fato de que o reprocessamento não depende do toque, mas de um processo interno conduzido pelo próprio paciente, com a orientação do terapeuta.

Condições para um atendimento eficaz

Para que o atendimento on-line produza resultados consistentes, algumas condições são necessárias. O ambiente escolhido pelo paciente deve ser privado e silencioso, de modo a garantir o sigilo e a permitir que a pessoa se concentre plenamente no processo. O dispositivo utilizado, seja computador, tablete ou telefone inteligente, deve dispor de câmera e microfone funcionais. A conexão à internet deve ser estável o suficiente para sustentar uma videoconferência sem interrupções significativas.

Atendidas essas condições, o atendimento on-line oferece ao paciente um espaço de cuidado que combina a profundidade terapêutica do trabalho presencial com a comodidade e a privacidade do próprio ambiente. Para muitas pessoas, a familiaridade do espaço doméstico favorece a disposição emocional para o processo terapêutico, reduzindo a tensão inicial que o ambiente de um consultório, por vezes, produz.

O atendimento TRG on-line

No contexto deste consultório, as sessões de Terapia de Reprocessamento Generativo são conduzidas integralmente por meio do Google Meet. Após o agendamento, o paciente recebe o link de acesso à sala virtual por WhatsApp e por e-mail pessoal. O atendimento alcança qualquer localidade do mundo, com a exigência de que a língua de comunicação seja o português.

A experiência clínica acumulada nesta modalidade permite afirmar que o trabalho on-line não compromete a profundidade nem a eficácia do processo terapêutico. O resultado depende do comprometimento do paciente, da consistência do processo e da qualidade técnica do terapeuta. Esses elementos, quando presentes, independem da distância física entre as partes.

As informações contidas neste artigo têm caráter informativo e não substituem a avaliação clínica individualizada.

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